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ARBITRAGEM
 

Arbitragem brasileira em franca ascensão

 

A 47ª Clínica de Arbitragem Eletrobrás terminou neste sábado (23 de janeiro) em Vitória com um dado otimista. Os brasileiros adquiriram respeitabilidade e com boas possibilidades de estarem em maior número nas competições de vulto internacional. A constatação é do instrutor de arbitragem FIBA América, Geraldo Gabriel Fontana, que além de transmitir seus conhecimentos aos homens e mulheres do apito capixabas, também conversou com técnicos do Estado.

 

Segundo Fontana, a arbitragem de basquete do Brasil cresceu muito nos últimos anos e ele destaca o aumento do número de árbitros brasileiros nos quadros da arbitragem da Federação Internacional de Basquete (FIBA).

 

“Antes, a cada 15 anos um árbitro se destacava internacionalmente, mas atualmente passamos a ter respeitabilidade. Poucos países, hoje, possui a inserção na melhor arbitragem internacional. De 1998 para cá, em todos os Mundiais, tivemos a presença de um mulher. Enquanto antes tínhamos um árbitros, hoje temos uma escola de árbitros”, apontou.

 

Nos últimos Jogos Olímpicos, o Brasil esteve presente no apito do catarinense Cristiano Maranho e da paulista Fátima Aparecida da Silva.

 

Um bom exemplo do crescimento da mulher no meio da arbitragem é a paranaense Flávia de Almeida, que esteve na última sexta-feira apitando o clássico capixaba entre Vila Velha/Cetaf/Garoto/UVV e Guaraná Antarctica/Vitória/Saldanha, em partida válida pelo Novo Basquete Brasil.

 

“A Flávia é árbitra internacional e apitou a final do Campeonato Mundial Sub-19 Feminino”, constatou.

 

E Fontana ainda acrescentou:

 

“Temos muitos jovens, entre 20 e 21 anos, aprendendo. Nos próximos anos teremos uma arbitragem jovem e reconhecida. Só para ter uma ideia, a Flávia tem apenas 28 anos”.

 

O principal destaque da arbitragem brasileira não é tão recente. Entre as décadas de 1950 e 1970, Renato Righetto apitou três finais olímpicas. E ele participou de quatro Jogos Olímpicos nesse período.

 

“O Hall da Fama tem um árbitro da FIBA, que é Renato Righetto.Também tivemos outros árbitros brasileiros em finais olímpicas como Antônio Carlos Affini e Carlos Renato dos Santos”.

 

O próprio Fontana é um exemplo da inserção brasileira na arbitragem internacional. Em 2006, o paulista de Socorro de 48 anos tornou-se Comissário FIBA. Em 2008, ele tornou-se Instrutor Internacional.

 

“É interessante esse trabalho. Como representante da FIBA América consegui, ao lado de Miguel Bittencourt, da FIBA Europa, fazer um DVD didático com situações de jogos. Agora em 2010 pretendemos lançar o segundo DVD com situações de jogos da Copa América e do Eurobasket”, salientou.

 

Na opinião de Fontana, a arbitragem evoluiu tanto que as clínicas existem não somente para falar sobre mudanças nas regras de basquete, mas também para passar noções de como controlar e administrar o jogo, interagindo com atletas, técnicos, público e mídia.

 

“Temos Técnicas de Negociação, além de Noções de Psicologia. O árbitro recebe a tarefa de gerenciar um jogo. É preciso ter um mecanismo de controle das ações. Para ser árbitro é necessário ter precisão e controle emocional”, orientou.

 

É possível dizer que Fontana tem um caso de amor com a capital capixaba.

 

“Foi aqui em Vitória que em 1984 que me tornei árbitro nacional”, contou.

 

A 47ª Clínica de Arbitragem Eletrobrás foi resultado de uma parceria entre a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e a Federação Capixaba de Basquetebol (FECABA) e teve a coordenação da árbitra capixaba Tatiana Zaupa.

 

Perfil

Nome: Geraldo Miguel Fontana

Idade: 48 anos

Início no basquete: 1982

Destaques: Tornou-se árbitro internacional em 1987. Em 1992 foi aos Jogos Olímpicos de Barcelona, onde pela primeira vez aceitou-se a participação de jogadores profissionais no Torneio de Basquete. Em 2008, nos Jogos Olímpicos de Pequim, foi como Comissário FIBA e Instrutor FIBA para avaliar árbitros.

 
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