ENTREVISTA COM MÁRCIO AZEVEDO
Uma das gratas revelações da última edição do Novo Basquete Brasil (NBB) não estava dentro da quadra, mas sim fora dela ... mas, bem na beirada! O ex-jogador Márcio Azevedo (foto) deu seqüência a sua carreira de treinador, depois de um período na base, em meio à competição, assumindo o comando do Vila Velha/Cetaf, e deu conta do recado, demonstrando que tem potencial para se destacar também nessa função. Saiba um pouco mais dos planos de Márcio para o futuro, além de algumas opiniões e relatos interessantes. Confira, na entrevista exclusiva concedida ao Databasket ... Faça um breve panorama de sua carreira no basquete, primeiro como atleta e depois como treinador: Me considero muito abençoado por conseguir concluir uma carreira como atleta de maneira completa e realizada. À exceção de uma Olimpíada, pude disputar todos os campeonatos que um atleta sonha em participar e tenho como objetivo de agora em diante proporcionar condições para que os atletas por mim dirigidos alcancem tudo aquilo que eles forem capazes. Meu papel é ser um instrumento de desenvolvimento da profissão e dos sonhos deles. Preciso ser capaz de motivá-los para que estejam dispostos a trabalhar para mudarem de nível e superarem seus limites. Diante disso, sou grato a todos os treinadores com os quais tive o prazer de trabalhar e aprender de cada um o que mais admirava, contribuindo assim, para construir, hoje em dia, aquilo que penso a respeito do basquetebol. Em particular gostaria de citar o nome de Edvar Simões, que foi um treinador que me ensinou a encarar o basquete como algo além de um jogo. Como foi a transição da vida de atleta para a de treinador? Bem natural, já que desde que voltei ao Espírito Ssnto, assumi algumas funções administrativas e técnicas no Cetaf, inclusive nas categorias de base. Quando o Luiz Felipe precisou se ausentar um pouco por questões de saúde e também devido ao crescimento do projeto, esta função me foi delegada e por isso, hoje a encaro com muita alegria, tendo nesta função um grande desafio, pois sei que hoje lidero uma equipe que tem sonhos de se tornar grande. Estamos entrando em nossa sexta temporada e nos sentimos mais amadurecidos. Como você avalia esta sua primeira participação no NBB? Bastante positiva e emocionante. Enfrentar nomes consagrados, que já tive o prazer de ser dirigido por algum deles, e de jogar com outros deles e até vencer algumas partidas, foi sensacional. Sei que preciso aprender muita coisa ainda, mas vontade de aprender não me falta e assim vou construindo minha nova carreira. O projeto da escola de treinadores também tem me ajudado muito nisto. O congresso que tivemos em Indaiatuba foi especial e histórico neste sentido. Quais são os seus planos de futuro para a carreira de treinador? Assim como fiz quando era atleta, quero superar meus limites e trabalhar muito para que o Vila Velha Basquetebol evolua a cada temporada, podendo mudar de estágio dentro do NBB e brigar efetivamente por melhores classificações. Minha posição sempre foi de superar limites! E, a equipe do Vila Velha, como ela vem sendo preparada para a próxima temporada? Estamos ainda em uma fase de planejamento, pois o basquete fora de São Paulo ainda demora um pouco mais para começar. Mas, nosso pensamento é continuar apostando em um grupo disposto a vestir a camisa do projeto e a crescer junto conosco. Para isso, buscaremos manter uma base do ano passado, aliando com alguns reforços que venham para qualificar melhor a equipe em um campeonato tão equilibrado como o NBB. Gostaria de ressaltar que nesta minha primeira temporada, encontrei um grupo muito fiel e que não se negava a trabalhar. Creio que isto nos tornou uma equipe bastante competitiva. Que análise você faz da segunda edição do NBB? O que é preciso melhorar e o que tem que ser mantido? Estamos evoluindo a cada ano. O momento é outro. Existe uma disposição de todos a ver o produto basquetebol crescer em todos os níveis e isso tem sido muito bom. Por isso, creio que as coisas a serem melhoradas em aspectos técnicos, estruturais, de visibilidade estão ligadas ao tempo. Fatalmente elas acontecerão. E, na sua opinião, como anda o basquete capixaba? Estamos quebrando a barreira de que esporte é um gasto e mostrando que ele é um ótimo investimento. No estado se fala muito de basquetebol hoje em dia! Nossas escolinhas têm crescido, mas ainda é necessário que consigamos massificar mais o esporte no interior e criar, ou explorar melhor, ídolos locais, como hoje em dia o Ânderson Varejão, com certeza, nosso maior embaixador. Como será a participação do Brasil no Mundial da Turquia? Estou muito animado! Temos uma grande geração, em idade espetacular para jogar, com grande experiência internacional e, acima de tudo, ao que se mostra, muito comprometida. A CBB tem se envolvido buscando proporcionar à seleção o melhor para que possam treinar e creio que o caminho é esse. O seu estilo como técnico, privilegia a conversa e as explicações em detrimento ao grito e ao xingamento. Essa é uma tendência nova para os treinadores ou neste mercado ainda existe espaço para perfis diferentes? Creio nesta metodologia, pois temos que ser capazes de que nossos jogadores evoluam a cada temporada também no entendimento do jogo. Cada um acredita em uma filosofia, não tem certo ou errado; tem a que você acredita e tem convicção. Sendo assim, seu grupo se sente seguro pata te seguir...creio nisso! Mensagem final: Nada supera o trabalho! Além disso, "Posso todas as coisas Naquele que me fortalece!", Fl 4.13. Fonte: www.databasket.com
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